O QUE ENTREGAMOS

O laboratório Chromosome é o primeiro no Brasil a disponibilizar o teste genético para detecção do vírus Zika nos espermatozóides. O teste é realizado por PCR, tem 99,9% de precisão e o resultado é obtido em 72 horas.

O rastreamento genético também pode ser realizado no líquido amniótico, no vilo corial, no sangue do cordão umbilical, bem como nos restos ovulares.

Tendo em vista que muitas vezes a virose é assintomática e devido aos sérios desdobramentos da infecção, é altamente recomendável que os casais que querem engravidar façam o teste, caso o parceiro tenha tido a virose recentemente (30 a 60 dias).

Os casais que se submetem aos procedimentos de fertilização in vitro terão o esperma testado geneticamente para detecção do vírus Zika. Desde o dia 22 de Março/2016, a ANVISA determinou que as clínicas de reprodução humana assistida devem testar o esperma para detecção do vírus Zika.

Para a realização do teste, basta nos enviar uma amostra do esperma a ser analisado em frasco estéril e refrigerado.

SOBRE O VÍRUS

O Zika, um arbovírus, é transmitido por um mosquito do gênero Aedes, como o Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya. O vírus ganhou este nome porque foi identificado pela primeira vez em 1947, em Uganda, na floresta de Zika.

O tempo de incubação do vírus é de 3 a 12 dias. Após esse período, surgem os primeiros sintomas: febre alta, dor de cabeça e no corpo, manchas avermelhadas, dores musculares e nas articulações. Pode ocorrer também inflamações nos pés e nas mãos, conjuntivite e edemas nos membros inferiores. Os sintomas costumam durar entre 4 e 7 dias. No entanto, é bom lembrar que cerca de 80% dos casos são assintomáticos, ou seja, a pessoa não percebe que está doente, segundo a OMS.

No final de 2015, foi confirmada pelo Ministério da Saúde a relação entre o vírus Zika e a microcefalia, uma má-formação na qual o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Ela pode ter diferentes origens, como substâncias químicas, radiação e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias e vírus. Uma pesquisa do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e da PUC-PR confirmou que o vírus Zika consegue atravessar a placenta durante a gestação. Inicialmente acredita-se que o maior risco está entre os primeiros 4 meses de gestação.

Estudos ainda estão em andamento, mas acumulam-se as evidências de que o vírus Zika permanece no espermatozóide por pelo menos 30 dias após a infecção, o que pode levar a transmissão da virose por relações sexuais. Há relato de caso pela agência americana CVC de detecção do vírus Zika no esperma após 64 dias da infecção.

Se houver o contato sexual sem proteção, a mulher pode ser infectada e, se estiver grávida, o feto poderá ser contaminado.

Mais informações sobre o teste:

Fale com o seu médico, ou consulte nosso departamento de Assessoria Científica, pelo telefone +55 11 4561 2760, ou pelo e-mail – natalia.rugna@chromosome.med.br – para obter mais informações.

Zika

Uma representação da superfície do vírus Zika, publicada pela revista Science. Crédito da imagem: Devika Sirohi et al / Purdue University